Quando o ser humano e a natureza pura se conjugam, eis que nasce a perfeição

Quando o ser humano e a natureza pura se conjugam, eis que nasce a perfeição

10 de julho de 2007

Quando o mundo gira ao contrário
E tudo parece fazer sentido inversamente
E por mais que se procure, não se encontra um motivo,
Uma razão de ser assim
Alturas, momentos em que o nosso interior se fecha,
escurece,
se retrai
Tempos que nos fazem pensar de um modo diferente
Em que surgem ideias,
Soluções,
Tomam-se decisões
Algumas que se cumprem, no calor do momento
Outras que acabam por esmurecer.
São dias em que parece que não temos mais forças para lutar,
Mas, no oposto, há uma luz imensa que surge
Que nos puxa para a vida
nos agarra ao presente, olhando o horizonte
e vivemos
Apercebemo-nos assim que continuamos vivos
e que no fundo há sempre força.
No dia em que não houver, não valerá mais nada.
pois sem coragem, decisão e confiança
mais difícil ainda será viver!

26 de abril de 2007

desculpa se, infinitas vezes te questiono sobre determinado assunto, local, data, hora;
desculpa se inúmeras vezes te interrogo quando chegas, como, porquê, onde;
desculpa se te contacto, demasiadamente, durante o decorrer de um dia;
desculpa!

mas se o faço, será muito pelo facto de passar a semana toda sozinha,
a semana toda vivo numa casa que, não sendo minha, é a única coisa que me acompanha
mas é fria, demasiado distante, não me consegue responder, abraçar, acarinhar
e, até mesmo a companhia que faz, grande parte das vezes, o que consegue, é deixar-me mais melancólica

e sinto que me estou a tornar numa pessoa que, por não estar habituada a viver com outros no mesmo espaço, posso estar a ficar egoísta, demasiado recta, impiedosa, fria
tenho medo de começar a não saber viver em comunidade...

quando estou aqui, a semana toda sozinha, só me apetece ter companhia...
mas quando a companhia chega, muitas das vezes, apetece-me é ir para o meu refúgio e não ter que dar satisfações a ninguém!!

não sei que faça!

sei, que viver mais um ano assim, me vai deixar
de rastos;
porque não tenho, a maior parte do tempo, ninguém com quem dividir a vida

as memórias, os diálogos, as conversas e parvoíces, os risos, as lágrimas
3/4 num ano, passo sem ninguém que me proteja, me ralhe, me critique, me agarre e me dê colo.

eu, que sempre precisei tanto de mimos, carinhos, abraços
e que também tanto gosto de dar...


desculpa-me, pois nao é o facto de estar sozinha, chateada ou triste, que também hás-de ficar, não o faço propositadamente, mas gostava que percebesses que me sinto, extremamente, sozinha

24 de abril de 2007

O MEU PAI!

Como já te deves ter apercebido, aliás, como qualquer pessoa que conviva connosco, se deve ter apercebido, dou-me um "pouco" melhor com o meu pai, que com a minha mãe e sempre me lembro de ser assim.
Mesmo sendo bastante parecido comigo, acho que nos damos muitíssimo bem.
Porque sempre me apoiou, sempre me senti amada. Acho que mesmo não tendo noção, sempre me incentivou a viver de uma forma justa, coerente...feliz!
Sinto que ele gosta de mim e eu gosto dele!
Tenho imenso orgulho em que seja meu pai. Ele que se adapta a mim, sempre que lhe peço e que ele não veja mal nisso, ou seja, faz tudo para que eu seja feliz, desde que isso não prejudique outros.
Ele que sempre guardou um certo espírito de criança; ele, que toda a gente pensa ser meu avô, é o melhor pai que poderia ter.
Não esquecerei nunca um dia (e quem teve a oportunidade de lá estar, também não esquece) em que era a minha festa de anos (em Valada, para variar) a minha mãe foi-se embora com um amigo e primo do meu pai, para ir ver um concerto e o meu pai ficou comigo e com os meus amigos a jogar ao Tic e ao Toc (não pensem que adaptámos as regras, devido à situação, não, quem se enganasse, bebia de penalti).
E digo-vos mais, o meu pai parecia cromo do jogo, pois foi o que menos se enganou. Sei que ele adorou aquela noite, porque não foi por ele lá estar que deixámos de nos divertir.
Penso que ele também teve noção que eu adorei o facto de ele ter ficado connosco e de, facilmente, se ter adaptado ao espírito de jovem.
Por tudo isto e muito mais que as palavras não dizem, te adoro.

Obrigado por um dia me ter "criado"

18 de abril de 2007

... há um ano!

Há um ano atrás partia,

havia ganho direito a uma viagem,
havia ganho novos conhecimentos.
Faz hoje um ano tinha o prazer de estar com pessoas com as quais, posso dizer, que fui feliz!
E acredito que o serei novamente, basta querer.
Neste momento, o que fica são saudades, muitas;
Uma certa esperança de voltar a conviver com tais pessoas
E, acredito que ficaram também amizades.
O certo é que foram dias que já passaram e que nada voltará a ser igual.
Obrigado a quem partilhou comigo estes dias de vida.

13 de abril de 2007

sexta-feira 13 ;)

Não podia deixar de escrever algo no dia de hoje!

Obrigado Lúcio! Acho que não tens noção da ajuda que me tens dado, e do quão amigo te considero.
Adoro-te! És uma pessoa como, hoje em dia, já é difícil encontrar.

Se não fosses tu, acho que já não era estudante do ISLA, há muito tempo.

Obrigado pelo dia de ontem. Percebeste em minutos, o que pessoas que me conhecem desde sempre, demoram anos a perceber.

Obrigado por toda a paciência

12 de abril de 2007

Fins-de-semana!!


O fim-de-semana que passou, foi bastante marcado.
Foi fim-de-semana de Páscoa.
Para mim, que estava em Braga, foi difícil, foi angustiante, desejosa que chegasse a hora de partir; pois tinham-me magoado e não me estava a sentir "Bem-vinda".
Mas acho que a viagem de regresso, conseguiu superar, substancialmente, as mágoas.

Enquanto isso, outra parte da "família" (mãe, pai, Joana) encontrava-se na Ericeira, mas ao que parece, não foi menos conturbado.
"Discórdias de pensamentos" entre o meu pai e a minha mãe, é assim que lhes chamo.
Porque estão a ver, como sempre viram, as coisas de maneira diferente.
E ainda bem que assim é.
Sendo que eu, continuo a achar que o meu pai tem razão.
Secalhar, não a terá manifestado da melhor forma, mas mesmo não estando lá, acho que consigo perceber as suas razões.
Porque sempre achei e acho o meu pai uma pessoa super justa, coerente, amiga e, ao contrário do que muitos pensam, uma pessoa, extremamente, sensível.
É por isso que o adoro.

Fins-de-semana que passaram, e muitos mais estarão para vir; ora alegres, ora agitados, mas vão-se passando e vivendo da melhor maneira possível.

26 de março de 2007

o equilíbrio está no agri-doce


Há um qualquer sentimento em mim que, de tempos a tempos, volta.
Me deixa nostálgica, melancólica, desinteressada;
Triste, sem espaço para respirar fundo.
É algo que me sufoca, que aperta o peito e a alma.

Um qualquer estado de espírito que me consome e me deprime.

Algo incompreensível, indescritível, inexplicável mas, profundamente marcante.

Apetece-me chorar, mas não chega.
É a alma que está triste!
O cair de lágrimas não consegue apagar a tristeza.
É preciso mais. Algo mais profundo e poderoso.
Algo que supere a alma;
que consiga comandar este atributo tão complexo.

Mas a cada vez mais sinto que, só o tempo o cura.
O tempo vai diluindo;
vai fazendo com que a dor vá diminuindo
de modo, a que dê para viver!

E saborear, minimamente, o gosto da vida.

Ora doce, ora amargo;
pois é no agri-doce que está o equilíbrio.

Mas o melhor é que sei que,este estado de aperto da alma é passageiro.

Assim, posso sempre estar feliz, mesmo que esteja por vezes triste, não deixo de poder dizer que sou feliz!

Até quando viverei com este sentimento ? ? ? . . . . . . .

. . . m ã e . . .

Mãe - mulher que teve um ou mais filhos; mulher que dispensa cuidados maternais; mulher caridosa e desvelada; madre; progenitora; protectora; fonte; origem.

Será que é mesmo isto e só que uma mãe é? ou deverá ser?...

É certo, de que há significados nos quais não recai a mais pequena dúvida, mas há outros em que é muito difícil acreditar que possam ser sinónimos de mãe e impossível de generalizá-los como sendo comuns a todas elas.

Acho que enquanto mãe de mais do que um filho, um dos atributos que deveria ser indispensável seria o de justiça/imparcialidade; não tomar nunca, como certo, a parte de nenhum deles, por mais que custe e seja difícil, pois acho que só assim se conseguirá ser uma boa mãe.
Outra característica que considero também como impreterível a uma mãe é a de estar sempre pronta e disposta a ouvir os seus filhos e a tentar ajudá-los em todos os seus problemas; e por mais que pareçam estúpidos e insignificantes, não gozar nunca com eles e muito menos, desprezá-los, por parecerem tão ridículos, pois são os seus problemas e cada um tem os seus.

É claro, que sempre estar disponível para um carinho, para os felicitar pela atitude correcta, pelo detalhe do qual ele não se esqueceu. Uma mãe deve, a todo o momento, demonstrar o seu amor perante os seus filhos, para que estes, não possam nunca duvidar do amor que esta sente por eles.
Se não o demonstrar sempre que possível, arrisca-se a que seus filhos ponham em causa se existirá afinal esse amor e poderão pensar que, ao contrário do que deveriam ser, eles não nasceram dum amor, duma enorme cumplicidade, nasceram antes, apenas e só, duma união entre um homem e uma mulher.

O que, desde já vos digo é, demasiadamente triste, para qualquer filho!

... enquanto filha e, espero, futura BOA mãe.

22 de março de 2007

. . . a distância da saudade

Cada vez passa mais tempo;
de cada vez a distância se torna maior;
a cada vez fica mais "fácil" superar a saudade;
porque acontecerá assim?

Não deixei de gostar de ti,
Não considero que tenhas deixado de ser meu amigo;
Não deixei de ter saudades tuas,
Mas o certo é que sinto que, a cada passagem se torna mais simples superá-las!

Quando a distância se torna maior, era suposto as saudades aumentarem?

Esse tal sentimento não desapareceu, nem tão pouco diminuiu,
apenas se tornou mais passível de se suportar!

Uma qualquer razão me diz que ainda posso ser útil, por isso o melhor é não me afastar de imediato...

Até ti!

20 de março de 2007

Felicidade - algo que depende mais do que de mim


Quando sozinha no meio da solidão, me sinto;
Quando nada mais há a fazer, me parece;
Quando chorar já nada significa e, em sítios;
... quando lágrimas apenas nos saiem dos olhos e teimam em cair...
... E oiço sons
que me indicam que "podia ter sido pior"!
Podia sempre ter sido pior
e me dizem que ser feliz só depende de mim!...

Como se pode dizer isto a alguém que está em sofrimento?
Como?
a alguém que necessita de abraços, apoios, segurança, razões para viver?!!

Se a felicidade só dependesse de uma única pessoa, não estaria o mundo bem diferente?

Acho que a minha felicidade é, sem dúvida, algo que depende de mim;
mas não dependerá também de todos aqueles que me rodeiam?
Certamente, que sim.

Pois vivo, enquanto ser do mundo
E é enquanto ser dum Mundo
que quero ser feliz.

E serei feliz se pensar, não
que podia ter sido pior!
mas antes, se pensar que
pode sempre melhorar.

E é esta hipótese que,
coexiste com a nossa vivência
que nos permitirá ser felizes.
... Se o quisermos e lutarmos por isso, mas também
se aqueles que nos circundam, lutarem connosco.

Pois se a minha felicidade depende só e apenas de mim, porque mais haveria a lutar?

O interesse está, em que reunamos forças,
de modo a que estes outros seres que cohabitam comigo,
me ajudem a ser feliz.

É por isso que lutarei toda a vida!

A felicidade momentânea é algo que, a existir, poderá, realmente, depender só de mim.
Mas aqui também o todo é maior que a soma das partes
e para que possamos dizer que fomos felizes durante toda uma vida, necessitamos da felicidade daqueles que existem connosco.

Pois a felicidade individual não faz qualquer sentido, quando se vive em interacção com outras tantas pessoas.

Assim acho que para se ser feliz, teremos de unir esta nossa felicidade momentânea, de modo a ajudar outros a serem felizes.

Apenas e só por isso...
... vivam, sejam felizes e façam os "outros" felizes.